No passado dia 8 de outubro de 2026, o Portal de T.I publicou que um acervo de até 120 GB associado ao Sistema de Informações da República Portuguesa tinha sido exposto na Internet após um ciberataque.
Segundo o próprio SIRP, os serviços secretos portugueses não foram diretamente atacados. O comprometimento terá ocorrido num servidor de desenvolvimento de uma empresa contratada em 2025 para criar os sites públicos do SIRP, SIS e SIED.
Ou seja: o atacante não precisou necessariamente de entrar na infraestrutura principal das secretas, bastou comprometer um fornecedor ligado ao ecossistema.
O grupo que anunciou a venda afirma possuir 120 GB distribuídos por mais de 312 mil ficheiros, incluindo bases de dados, código-fonte, documentos, emails, dados pessoais e informação de sistemas e aplicações. Essa dimensão, porém, é uma reivindicação dos atacantes e não foi integralmente confirmada pelas autoridades.
O SIRP confirma que foram obtidos dados não classificados e alerta que os 120 GB podem incluir informação de dezenas de outras entidades públicas e privadas que também trabalharam com o mesmo prestador.
E aqui está a verdadeira lição tecnológica: uma organização pode proteger muito bem os seus próprios servidores e continuar vulnerável através de quem trabalha para ela.
É o chamado risco de terceiros ou third-party risk quando fornecedores, empresas de desenvolvimento, serviços cloud ou parceiros acabam por aumentar a superfície de ataque.
O incidente foi comunicado às autoridades e participado à Procuradoria-Geral da República.
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Fonte original: Portal de T.I — 8 de outubro de 2026.
Confirmação adicional: SIRP/Lusa, reproduzido pela Renascença — 8 de outubro de 2026.

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