Em março de 2025, a Coreia do Sul começou a levar manuais digitais com IA para escolas básicas e secundárias, começando por matemática, inglês e informática. A promessa era aprendizagem personalizada, menos carga para professores e uma escola mais tecnológica.
Só que a adesão ficou longe de ser total: cerca de 32% das escolas adotaram pelo menos um destes manuais. E começaram também as críticas — falhas técnicas, preocupações com privacidade, excesso de tempo de ecrã e dúvidas sobre o impacto real na aprendizagem.
Em agosto, apenas quatro meses depois do arranque, o Parlamento mudou o estatuto destes sistemas: deixaram de ser tratados como manuais oficiais e passaram a material educativo opcional. As escolas continuaram livres para utilizá-los, mas o projecto perdeu o carácter central que inicialmente se pretendia.
A lição é desconfortável:
ser um país avançado em tecnologia não significa que toda tecnologia deva entrar rapidamente na sala de aula.
A Coreia do Sul fez bem em recuar?
VOTEUP — Sim. Primeiro testar, depois escalar.
VOTEDOWN — Não. A inovação precisa de tempo para amadurecer.
Fonte: Ministério da Educação da Coreia do Sul / Yonhap.
Notícia: Pplware — 20 de outubro de 2025.

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