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Internet Quântica já funciona em fibras reais e pode mudar a segurança

O TecMundo publicou no dia 4 de setembro de 2026, uma explicação sobre uma tecnologia que parece ficção científica, mas já está a ser testada em redes reais: a Internet Quântica.

E convém desmontar já o maior mito: não é uma Internet normal “mil vezes mais rápida”.

A ideia é criar uma nova camada de comunicação capaz de transportar estados quânticos, usando fenómenos como o emaranhamento. Em vez de enviar apenas bits tradicionais, a rede trabalha com qubits e fótons extremamente sensíveis. Se alguém tentar observar determinado estado quântico durante o percurso, esse estado é alterado — uma propriedade que pode tornar certas comunicações muito mais difíceis de intercetar silenciosamente.

Em julho de 2026, investigadores da Northwestern University conseguiram fazer fótons emaranhados atravessarem 24,4 km de fibra óptica usada simultaneamente por tráfego comercial, mantendo mais de 94% de fidelidade. Ou seja: o sinal quântico conseguiu sobreviver no mesmo “cabo” onde circulava Internet convencional.

E o Brasil já entrou nesta corrida. No Recife existe uma rede quântica de cerca de 7 km, instalada desde 2023, com planos para chegar a aproximadamente 40 km e conectar instituições ligadas ao Porto Digital.

Mas ainda há um problema enorme: os fótons perdem-se facilmente, os repetidores quânticos continuam em desenvolvimento e os equipamentos são sensíveis a calor, vibração e interferências normais de uma cidade. Por isso, o cenário mais provável não é substituir a Internet atual, mas fazê-la conviver com redes quânticas especializadas para segurança, ciência, sensores e ligação entre computadores quânticos.

A parte mais curiosa é esta:

a Internet Quântica pode tornar-se extremamente útil justamente porque a informação é tão frágil que tentar espiá-la deixa marcas.

Quando esta tecnologia amadurecer, a segurança vai justificar o custo de construir uma nova camada de Internet?

VOTEUP — Sim. Comunicações críticas vão precisar deste nível de proteção.
VOTEDOWN — Não. A criptografia pós-quântica pode resolver grande parte do problema por muito menos.

Fonte original: TecMundo — 4 de setembro de 2026.

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